PIB dos transportes tem queda de 2,4% no primeiro trimestre de 2020
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PIB dos transportes tem queda de 2,4% no primeiro trimestre de 2020

Os impactos da pandemia na economia já começam a aparecer e como foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do setor dos transportes teve uma queda de 2,4% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o último trimestre do ano anterior.

A queda foi maior do que a média da economia, que encolheu 1,5% na mesma base de comparação. No primeiro trimestre de 2019, a retração do PIB do transporte foi de 1,6%, ante o encolhimento de 0,3% da economia como um todo naquele ano.

Junto a outras entidades do segmento, os números também são negativos. Com a paralisação das lojas provocadas pelas medidas de prevenção à pandemia de coronavírus, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) aponta que 30% das empresas do setor de distribuição de veículos novos no país podem quebrar. No total, hoje operam 7,3 mil concessionárias, que empregam 315 mil pessoas.

Na produção, de acordo com os números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com quase todas as fábricas paradas ao longo do mês de abril, apenas 1.847 veículos foram produzidos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, um tombo de 99% sobre o mês anterior e de 99,4% sobre abril do ano passado.

Num cenário tão desanimador, pequenos avanços acabam sendo vistos como positivos, como os dados do transporte rodoviário de cargas. O último levantamento feito pela NTC&Logística sobre o impacto da Covid-19 sobre a última quinzena de maio mostrou que a demanda geral pelo serviço retraiu 39,69%, tendo como parâmetro as estimativas pré-crise, um pouco melhor que a rodada anterior, em que a queda havia sido de 41,28%. O segmento de cargas fracionadas registrou -38,65%, sendo que o nível mais baixo da série foi de -44,8%, observado na segunda quinzena de abril.

Os números divulgados pela Fenabrave mostram que o segmento de caminhões dá sinais de recuperação gradativa, alcançando 21,13% de crescimento em maio, sobre abril deste ano, totalizando 4.736 unidades emplacadas, contra 3.910 unidades em abril. No entanto, na comparação com maio de 2019, quando foram vendidos 9.197 caminhões, maio de 2020 ficou 48,5% atrás. Se considerarmos o acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a queda foi de 26,09%, passando de 39.061 unidades (2019) para 28.870 caminhões comercializados em igual período de 2020.

(Junho/2020)


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